Patrocínio grande depende de verba de marketing, reunião com diretoria e um "vou pensar" que dura três meses. R$ 59 por mês é decidido no balcão, pelo dono, na hora. E o número tem outra vantagem: "faltam 65 vagas para o Mundial acontecer" é uma frase que o dono do comércio entende em dois segundos. Meta em dinheiro, ninguém entende.
Tudo aqui está em cima de um caderno: as duas páginas de competições e o treino de 31/08 que o Henrique escreveu à mão. Os custos são estimativas de planejamento, marcadas como tal, para virarem cotação quando a data chegar.
Um faixa marrom da Bob's Team que treina às seis da manhã, antes do expediente, e quer chegar ao Mundial em maio de 2027. E o professor dele, que vai junto no córner — porque um atleta sozinho, com fuso e sem alguém lendo a chave, luta abaixo do que treina.
São 3.061 contra 917. Se o post de lançamento sair só do perfil do Henrique, vocês jogam fora três quartos do alcance no dia que mais importa. E quanto mais o Guilherme aparecer no canal, mais a audiência dele migra. O coach não é só uma passagem no orçamento: é o maior ativo de mídia do projeto na largada.
E o número que corrige a expectativa: com cerca de 3.500 pessoas de alcance único, o Instagram entrega de 10 a 30 vagas, não 200. As outras 170 e tantas vêm do tatame, da rua e da indicação.
Dois perfis que a organização mandou. Não entram na conta deste ciclo, mas são rede de contatos e, se a campanha der certo, o Ciclo 2 pode ser uma delegação.
As duas páginas do caderno, competição por competição, com o que cada uma custa: inscrição, transporte, estadia e alimentação. Desmarque o que não couber. Nas internacionais, o botão "+ coach" põe o Guilherme na conta. O total alimenta o orçamento do Módulo 3 e a escada do Módulo 4.
O Mundial adulto da IBJJF é em Long Beach, Califórnia, no fim de maio (em 2026 foi de 28 a 31/05, no Walter Pyramid). O que acontece em Las Vegas é o World Master e o Jiu-Jitsu CON, em agosto e setembro — outro campeonato, outra categoria. Como o caderno marca "Maio → World", a conta aqui é Long Beach. Se a intenção for o Master em Vegas, muda a data, o custo e o calendário inteiro de preparação.
Outro ponto: o plano de 2027 usa as datas de 2026 ("Europeu 15-24" são exatamente as deste ano). O calendário oficial de 2027 ainda não saiu; as datas de janeiro em diante são o melhor palpite até a IBJJF publicar.
Quatro datas se sobrepõem. Nenhuma é impeditiva, mas todas exigem escolha — e a escolha padrão aqui foi sempre o evento de maior nível. O "Rio Open, 10-17, RS" do caderno é no RJ, e provavelmente 16-17.
Tudo o que precisa entrar para ele competir o ano inteiro e chegar em Long Beach: as competições do Módulo 2, o córner, o custo fixo de ser atleta, e as duas linhas que protegem o projeto — a bolsa e a reserva de lesão. O total vira número de vagas.
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R$ 141.600 em doze meses passa do teto do MEI. Precisa decidir com o contador quem emite a nota — o CNPJ da escola, uma associação nova ou uma empresa da organização — e abrir uma conta só do projeto, porque a prestação de contas mensal (Módulo 5) só funciona se o extrato for limpo. Isso é a primeira tarefa do cronograma, antes de qualquer abordagem.
E o câmbio: Europeu, Pan e Mundial somam mais de R$ 30 mil em despesa dolarizada, a R$ 5,50. Cada aporte que entrar vira uma parcela de dólar comprado. Não é especulação, é travar o custo do que já está contratado.
Não são "apoiadores", são 200 vagas com número, e o número aparece na publicação. Isso converte doação — que não tem posição — em posição, que tem. Arraste e veja as faixas acenderem: cada faixa é uma etapa do caminho que passa a estar paga.
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Rende 42% mais por empresa (R$ 708 contra R$ 500), cabe no caixa de um comércio pequeno sem passar por decisão, e cria doze meses de relação em vez de uma transação. A cada mês a empresa recebe algo — o post, o relatório — e é isso que renova no Ciclo 2.
O risco é o cancelamento no terceiro mês, quando a novidade passa. A defesa é o Mecanismo 7: prestação de contas todo mês, principalmente no mês ruim. Empresa que vê para onde foi o dinheiro renova; empresa que só vê pedido, cancela.
Sete mecanismos que fazem o dono da padaria querer uma vaga. Os três primeiros são os que eu apostaria: vaga numerada, contrapartida compartilhável e um antagonista.
"Me ajuda?" põe a pessoa como doador, e doador decide por pena — sentimento que dura um mês. "Sobraram 12 das 200" põe como quem escolhe entrar, e quem escolhe entrar permanece. Todo material, todo post e toda conversa usa a segunda forma.
O ponto mais importante de tudo. Ele promete processo, nunca resultado. Se a promessa for medalha, uma derrota no Pan quebra o contrato psicológico e ele some. Se a promessa for "vocês vão ver tudo", ele cumpre até perdendo — e o vídeo da derrota é justamente o que mais fideliza.
Só isto. Nada além disto.
Isto é da organização.
Dito na primeira conversa, antes da vaga 1. No momento em que ele achar que a bolsa depende de ganhar, cada luta vira ameaça financeira — e atleta com medo luta recuado, e recuado perde de verdade. Isso é proteção de desempenho, não gentileza.
Mapeados antes de começar, cada um com uma amarra concreta. Projeto de doze meses não morre de uma vez: morre num destes três lugares.
Feito no celular, editado em aplicativo gratuito, sem impulsionamento. Tirar o custo do canal do orçamento não fez o custo desaparecer: ele foi todo para o tempo do Henrique. Por isso o volume é enxuto — 139 peças em 12 meses — e a primeira tarefa é achar um editor dentro da academia.
Critério: precisa sobreviver à faixa preta, ao fim do ciclo e a uma eventual troca de equipe. Nome de canal é caro de trocar; nome de série é grátis. Guardem a criatividade para onde ela é barata.
É o item mais valioso que vocês conseguem de graça. Tem aluno que edita vídeo, ou que tem filho que edita. A troca: vaga honorária com número, crédito em toda peça e o nome no relatório final. Ele não recebe dinheiro, recebe posição — o mesmo mecanismo que vende a vaga vende o editor.
Sem isso, o Henrique edita, e aí o canal compete com o treino. É a primeira coisa a resolver no mês 1, antes de abrir a vaga 31.
A ordem importa mais que o volume: primeiro o tatame, depois a rua, depois a indicação. Cerca de oito abordagens por semana, com a planilha pública mostrando quem já entrou.
"Sou a organização, esse é o Henrique. Ele é faixa marrom da Bob's Team, aqui em Novo Hamburgo, treina às seis da manhã antes de trabalhar, e em maio vai lutar o Mundial em Long Beach, com o professor dele no córner. A gente montou o projeto com 200 vagas numeradas: sua empresa entra por R$ 59 por mês durante 12 meses, ganha uma publicação por mês gravada aqui dentro, o número da vaga na planilha pública e o nome no relatório final. Sobraram —. Posso te mostrar o caderno de treino dele?"
A última frase é a que fecha. O caderno manuscrito é a prova — "6am" escrito à mão mostra que existe rotina, não promessa. Levem o caderno físico, não o celular.
A vantagem do Vale dos Sinos é a densidade: Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga e São Leopoldo colados, com milhares de comércios pequenos e quase nenhuma disputa por patrocínio esportivo local.
Empresa, segmento, número da vaga e estágio. Clique no estágio para avançar. Deixar isso público é o que transforma a captação em prova social.
O caderno já registra a coisa certa. É o diagnóstico técnico, o roteiro do vídeo de segunda, e a prova que vocês colocam em cima do balcão na hora de vender a vaga.
Transcrição literal da página do caderno. Os nomes — Gui, Betão, Noronha — são os parceiros de treino daquela manhã.
Foi passado 3 vezes em 3 rounds — 2 pelo Gui e 1 pelo Noronha, esse com meia-guarda. É o único item que aparece em mais de um parceiro no mesmo treino.
O Betão apontou esgrima e cotovelo aberto. São duas correções que se resolvem juntas: quem perde a esgrima cedo é quem abre o cotovelo para alcançar a pegada.
Se for, a leitura do gargalo muda: ser passado duas vezes pelo professor é normal e diz pouco; ser passado por um par diz muito. E muda o elenco do vídeo de segunda.
"6am" escrito à mão prova, em duas letras, o que nenhum discurso prova: que o cara treina antes de trabalhar. É esse detalhe que faz o dono do comércio decidir — porque ele reconhece a rotina.
Pontos que mudam o número final e que não dá para deduzir do caderno. Não inventar: perguntar.