São 200 vagas de R$ 59 por mês para um atleta de Novo Hamburgo chegar a Long Beach, na Califórnia, com o professor dele no córner. A vaga tem número. Esta página diz por quê, aonde eu quero chegar, com quem eu conto e o que eu te entrego em troca.
— ainda abertas · — dias para fechar as 200 · as 30 primeiras levam o selo de fundador
Eu tenho doze anos de jiu-jitsu e doze anos de bagagem, na vida e no tatame. Comecei jovem, com o sonho de ser campeão mundial. No caminho trabalhei, dei aula, formei alunos e aprendi que faixa não se ganha só competindo: se ganha aparecendo todo dia. Hoje eu sei exatamente quem eu sou no tatame, e é por isso que este é o melhor momento para compartilhar a minha história.
Neste ano voltei a competir, de faixa marrom, e subi no pódio do Sul-Brasileiro. Não foi estreia de quem está testando: foi a confirmação de quem está pronto. O sonho de jovem virou plano de adulto, com calendário, orçamento e data: o Mundial da IBJJF, em Long Beach, em maio de 2027.
Meu jiu-jitsu é para frente, buscando a finalização. Treino às seis da manhã, antes do expediente, dou aula na Bob's Team, em Novo Hamburgo, e escrevo cada treino num caderno: com quem lutei, o que passou, o que preciso corrigir. Um faixa marrom pronto para qualquer campeonato não promete medalha. Promete estar lá, preparado, em todos eles. E é isso que eu vou mostrar, luta por luta, até o Mundial.
Página do meu caderno de treino. Isso é prova de rotina, não promessa.
O Mundial é o fim de um caminho, não um salto. O caminho são as competições do meu caderno, e cada uma custa inscrição, transporte, estadia e alimentação. Vou enfrentar gente que treina em tempo integral, com equipe e patrocínio. Essa é a diferença que eu quero fechar em doze meses.
Henrique Huppes